ESCLEROTERAPIA

 

 
 

1. O QUE É ESCLEROTERAPIA?

É o tratamento alternativo para eliminar, ou abrandar a visualização de pequenas veias, denominadas de microvarizes, buscando concomitantemente a melhora de eventuais sintomas.

2. NO QUE CONSISTE UMA ESCLEROTERAPIA?

É a introdução de uma substância química dentro da luz de um vaso (veia), acarretando uma microtrombose e subseqüente fibrose, resultando em melhora clínica e visual das veias na área aplicada.

3. COMO OCORRE A AÇÃO DE UMA ESCLEROTERAPIA?

A substância introduzida agride internamente o endotélio venoso da área em contacto com o produto químico, promove uma endofibrose, com agregação plaquetária, formando um microcoágulo. A luz do micro-vaso uma vez ocluída, deixa de ter fluxo sanguíneo, deixando de ter função no organismo.

Subsequentemente, as células de limpeza no organismo,agem degradando estes micro-vasos ocluídos eliminando-os. É um processo ativo, onde as células de limpeza (macrófagos) destroem, digerindo estes pequenos vasos.

4. É UM PROCESSO 100% EFICAZ?

Não. Os resultados dependem de uma série de fatores: a prática de quem a executa, a eficácia das substâncias introduzidas, a resposta individual inerentes do paciente, o calibre dos vasos sob alvo terapêutico...

5. EXISTEM RISCOS EM TAL PROCEDIMENTO?

Sim. Mas são minimizados com a utilização de uma técnica adequada e refinada.

6. QUE EFEITOS ADVERSOS PODEM ADVIR DE UMA SESSÃO DE ESCLEROTERAPIA?

As adversidades podem ser diversas: manchas cutâneas acastanhadas, pequenas lesões (micro-ulcerações puntiformes, geralmente decorrentes de má técnica), reações alérgicas (dependentes das substâncias introduzidas), dor imediata a introdução das substâncias químicas (geralmente de duração fugaz, alguns minutos, com tolerabilidade individual). Todas estas situações podem ser evitadas, ou minimizadas com uma boa técnica e a experiência do executor.

7. AS VEIAS TRATADAS PODEM RESSURGIREM APÓS ALGUM TEMPO?

Geralmente não. O que pode acontecer é o surgimento futuro de outras microvarizes, em outros lugares onde não existiam. Isto se explica pela predisposição constitucional do paciente em desenvolvê-las, alimentados por fatores hereditários (genéticos) que se mantém presentes mesmo com a escleroterapia. A escleroterapia visa tratar as veias injetadas. Ela não objetiva a prevenção e o surgimento de novas microvarizes, em lugares onde não existem dilatações varicosas.

8. QUAL O INTERVALO ENTRE AS SESSÕES DE ESCLEROTERAPIA?

O intervalo é determinado pelo tipo de substância injetada, o volume administrado em cada sessão e da sistemática técnica de cada profissional.

9. QUAL O VOLUME INJETADO EM CADA SESSÃO DE ESCLEROTERAPIA?

O volume máximo permissível, depende da substância injetada e da técnica utilizada pelo médico.

10. A ESCLEROTERAPIA PODE SER EXECUTADA POR OUTRO PROFISSIONAL DA ÁREA DA SAÚDE,QUE NÃO SEJA O MÉDICO?

Não. A Escleroterapia é um ato EXCLUSIVAMENTE médico, com implicações técnicas e conseqüências adversas se mau aplicada por profissional não adequadamente treinado e experiente. O profissional que institui este tratamento assume responsabilidades.

11. QUE SUBSTÂNCIAS SÃO INJETADAS?

Existem várias substâncias passíveis de serem utilizadas. A escolha depende da experiência do médico. Das características da pele do paciente e dos antecedentes alérgicos deste. Cada profissional médico tem suas preferências conjugando todos estes fatores.

12. QUAIS AS MINHAS RECOMENDAÇÕES APÓS UMA SESSÃO DE ESCLEROTERAPIA?

Igualmente, cada profissional tem suas rotinas. Eu recomendo: repouso naquele restante do dia, evitando caminhadas, exercícios físicos; evitar exposição ao sol na área aplicada durante o período de 10 à 15 dias; não proceder massagens terapêuticas durante o período de 5 dias na área tratada; seguir o tratamento com intervalos entre as sessões de escleroterapias em aproximadamente a cada 10 à 15 dias – entretanto estas sistemáticas são muito individuais características de cada médico.

13. QUAIS OS VASOS SÃO PASSÍVEIS DE SEREM TRATADOS?

Preferencialmente deveremos tratar escleroterapicamente as micro-varizes que ao exame clínico com adequada iluminação, preferentemente com luz tangente, não demonstrem elevações na superfície cutânea. Assim agindo, serão evitadas as conseqüências adversas (manchas cutâneas, lesões da pele e a ineficácia terapêutica). É sabido que os vasos de maior calibre (que fazem saliência cutânea) são mais resistentes a terapêutica instituída. Conseqüentemente, os resultados são mais desfavoráveis, com fracasso terapêutico e manchas cutâneas.

Material necessário para sessão de escleroterapia:

EQUIPAMENTOS
INSTRUMENTOS
Ótima iluminação/Lâmpadas dicróicas
Soluções esclerosantes,à critério médico
- Cama,ou maca
- 2 Lençóis de tecido
- Lençol de papel( rolo 50mx50cm)
- Seringas descartáveis de 3ml com canhão
com rosca(preferimos marcas:BD ou Terumo)
- Agulhas descartáveis 3G ½ (13x3)


Rua Três de Maio, nº 1040 - Pelotas/RS - Fone: (53)32253164